Superliga Masculina

Para cheerleaders do Copel Telecom, não há jogo perdido

Grupo formado por 30 estudantes universitários anima jogos do time no ginásio Chico Neto. Foto: Divulgação/Copel Telecom Maringá

Redação Tem Esporte –

O  jogador do Copel Telecom Maringá Vôlei segue para saque e, no fundo da quadra, uma das cheerleaders segura uma placa com a inscrição “ace”. No mesmo instante, a torcida é contagiada no Ginásio de Esportes Chico Neto e passa a incentivar o atleta para que ele faça ponto direto. Nesta e outras jogadas, os meninos e meninas que animam a torcida do time maringaense têm conquistado a simpatia dos jogadores, da comissão técnica e de quem assiste as partidas pela Superliga Masculina de Vôlei 2017/18 em Maringá. Se dentro de quadra o time ainda não encontrou o caminho das vitórias no campeonato, o motivo não foi por falta de incentivo.

“As cheerleaders são uma parte importante do espetáculo, porque levantam a torcida. E receber esse apoio dentro de quadra é fundamental para os jogadores”, disse Ricardinho, levantador e presidente do Copel Telecom Maringá Vôlei.

A equipe chamada Epidemia, formada em Maringá em 2011, conquistou no final do ano passado pela segunda vez o Campeonato Universitário Coed Nível 3 do Cheerfest Supernational. “Ficamos muitos felizes com a conquista. O time se preparou para defender o título com muita dedicação nos treinos. Apesar das dificuldades do esporte, nossos atletas deram o melhor no tatame e puderam se divertir ao mesmo tempo. O resultado veio com muita emoção e elogios de diversas equipes. Os quatro jurados, americanos e campeões mundiais ficaram muito felizes com nossa animação e desempenho. Começamos sem nenhuma estrutura e agora vemos o crescimento e a conquista, que são esforços de cada membro da equipe”, disse uma das presidentes do grupo, Ana Paula Dalosse.

O cheerleading, nome em inglês que define a prática de animar torcida, deu um passo importante para ser considerando um esporte olímpico em dezembro de 2016, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu a Federação Internacional de Cheerleading.

Foto: Divulgação/Copel Telecom Maringá

Segundo Ana Paula, o esporte requer intenso preparo físico, muito treinamento e entrosamento. Para melhorar o condicionamento físico, os 30 integrantes vão à academia para fazer exercícios diariamente. É necessário ter força, sensibilidade e coordenação.

O grupo, que é formado por estudantes dos cursos de Engenharia e de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Maringá (UEM), treina três vezes por semana. Terça e quinta-feira o treino tem duração de 2 horas. Aos domingos, o treinamento é mais puxado, com duração de 3 horas. “O condicionamento físico é fundamental para o esporte”, afirma Ana Paula.

O treinamento físico é dirigido por Ana Paula e pela também presidente da equipe, Mariana Casagrande, e o vice-presidente Junior Gazola. Os treinos são avaliados pelos técnicos da Seleção Brasileira de Cheerleading, Nayara Araújo e Gabriel Rogoni. “Eles fazem as correções necessárias por vídeos e montam músicas e rotinas da equipe”, comenta.

O esporte reúne fundamentos da ginástica, além de dança e acrobacias. Nas partidas do Copel Telecom Maringá Vôlei, os jovens atraem olhares da torcida, contagiada com a animação. “É muito gratificante estarmos nos jogos, porque temos a oportunidade de divulgar o esporte, que ainda não é muito conhecido, e também por saber que podemos fazer a diferença no desempenho dos jogadores na quadra”, conclui Ana Paula.

Próxima rodada

Em busca da recuperação na Superliga, o Copel Telecom vai encarar o Sesc-RJ, que tem 36 pontos e está na vice-liderança da competição. O duelo, válido pela quarta rodada do returno, será dia 3 de fevereiro, às 19h, no Chico Neto.

Com assessoria de imprensa.

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